Pular para o conteúdo principal

A vida como ela é: Era uma aula de Filosofia


Era uma aula de filosofia da educação. Estávamos assistindo a um documentário sobre a mesma, na visão de filósofos voluntários que trabalham palestrando a respeito dela no mundo (meus amigos da faculdade vão lembrar desse dia, claro que aqueles que leem meu blog). Quando a mulher, Luciana, discorria um assunto em que explanava que educar alguém deve gerar compreensão e não adestramento.
Fiz um link com um pensamento que tive no dia anterior. A respeito do meu desejo de não querer pecar, e a nossa conduta como cristão, o dever que a gente sente que tem de sermos éticos e pessoas corretas. Eu não quero pecar por que eu sei que isso é errado, ou vai contra a minha ética e dever moral como cristã. Mas, por que eu amo o meu Pai, e aborreço o pecado pela maior consequência que ele traz: o distanciamento de Deus. A perda da intimidade com o amado da minha alma. Em saber que o pecado fere o coração dele, por que vai contra tudo aquilo que ele é.
Dessa forma, não quero ser uma filha "adestrada" como um cão que serve de guarda, ou o cão guia. Quero ser filha, e amar tanto o meu pai, ao ponto de fugir do pecado.
É extremamente relevante entender que ao mesmo tempo em que escrevo esse texto, me recordo de um vídeo que vi hoje mesmo, que contribuiu e muito para que escrevesse a respeito disso. Sobre santidade não ser parar de pecar e fazer ou não, determinadas coisas. Mas tentar ver o que for (sexualidade, vida, comportamento e todo o resto) como Jesus vê. E a partir daí fazer ou não determinadas coisas.
O evangelho é sobre relacionamento, é me envolver com o Pai santo, e me tornar todos os dias, uma filha santa.


Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Um relato sobre o câncer- Por Sueli Martins (minha mãe)

“Até aqui nos ajudou o Senhor. Grandes coisas fez por nós e por isso estamos alegres.” - Salmos 126:3 Há exatamente um ano, descobri um nódulo na mama esquerda enquanto tomava banho. Fiz alguns exames e infelizmente veio o resultado: Era mesmo câncer, um nódulo de 2,2 cm estava apontando em meu corpo. Quando você recebe um diagnóstico desses é como se recebesse uma sentença de morte, em um primeiro momento. Só que   na realidade não é bem assim. Com a medicina avançada e avançando dia a dia, existem várias maneiras de se combater essa triste doença. Fiz outra bateria de exames, dessa vez mais específicos, que constataram o tipo de tumor e qual seria o tratamento. Começando assim uma longa batalha em minha vida. Meu nome foi para um fila de regulação do SUS, sim, fiz o tratamento todo pela rede pública. Tive de esperar algum tempo. Confesso que essa espera me deixou angustiada, ansiosa a ter que ainda ser chamada para dar início ao tratamento. Sem uma data marcad...

Me casei, e agora?

Até os meus 19 anos, casar era um sonho muito grande no meu coração. Não diria que era o maior sonho da minha vida, já que morar fora ocupava o primeiro lugar dessa lista. Assim como muitas meninas jovens, sempre gostei de livros e filmes românticos — li e assisti a muitos — e fui bastante influenciada por essa ideia hollywoodiana sobre o amor. Após os meus 19 anos e minha primeira desilusão amorosa (gostar de alguém que não correspondeu aos meus sentimentos), passei a dizer que me casaria com um gringo de olhos azuis. Não sei bem de onde tirei essa ideia ou essa possibilidade, já que morava no Brasil e não tinha nenhuma condição financeira de fazer intercâmbio nem nada parecido. Hoje, olhando para trás, penso que foi uma forma do meu coração se proteger de outra rejeição — desejando algo tão distante e improvável, as chances de me ferir eram mínimas. Então, passei a nutrir esse sonho, ou melhor, essa ideia, no coração. Ao longo dos anos, fui bastante confrontada por pessoas próximas...

Novembro: Intencionalidade na Vida e na Fé

O fato de eu fazer terapia já foi tema de outros textos, e sempre digo o quanto a terapia me rendeu mais perguntas do que respostas, e que o processo terapêutico não é fácil, mas é necessário e proveitoso. Fazer terapia é fácil: pagar as sessões, ter a rotina do dia em que ela acontece também; o difícil é assumir a nossa responsabilidade nas descobertas que fazemos, nos gatilhos que se tornam claros, no nosso sistema de crenças limitantes.  O que pega mesmo é, no dia a dia, colocar em prática e ter o compromisso de assumir o papel de protagonista da nossa própria história, sem colocar a responsabilidade no outro, na vida, no que nos aconteceu, mas entender que, apesar de todas essas coisas, somos adultos e precisamos tomar as rédeas da nossa vida e sermos responsáveis por nós mesmos. E, francamente, colocar todas essas descobertas em prática não é fácil, além de não ser leve também — pelo menos não no início. Tem dias em que me dá preguiça, e dá muito mais trabalho ter consciência...