O meu processo de ter mudado de país, estar aprendendo (de verdade, indo pra aula e tudo) minha terceira língua, tem sido mais difícil do que eu estava percebendo, pois saber que seria difícil eu até sabia, conseguia imaginar. Agora, estando aqui, vivendo o dia a dia, acabei ficando ocupada demais para perceber que meu corpo e emocional estavam (e estão) sob uma pressão muito grande. E, falando em pressão, ela faz as pessoas agirem de forma muito distinta; para algumas, chega até a ser uma coisa positiva, impulsionando-as, enquanto que, para outras, o efeito é o contrário. Me encontro no meio, percebo que, em alguns momentos, sinto-me impulsionada, mas, já em outros dias e semanas, paralisada e cansada. Em consequência desse processo, acabei percebendo estar em uma fragilidade emocional quase que melancólica e entendo um certo tipo de vulnerabilidade também. E esta, assim como a pressão, também se revela de formas diferentes para cada pessoa, e foi aí que entendi "haverem" do...
Traducao: Ocasionalmente, chore profundamente pela vida que você esperava ter. Lamente as perdas. Depois, lave o rosto. Confie em Deus e abrace a vida que você tem.-Jhon Piper Nesses meus poucos anos sendo adulta (ainda estou chegando aos 30 bem nova, eu sei), comecei a perceber e a vivenciar um sentimento que demorou para que eu conseguisse entender, para então poder descrever. E, há alguns meses, ele me visitou de novo, de forma mais intensa. Me encontrou em um momento em que eu tinha mais tempo para refletir, ponderar e até para escrever. Demorou para que eu percebesse que esse sentimento era muito parecido com o luto, mas depois eu entendi que não era só parecido: era ele mesmo. Sendo assim, de início foi meio complexo entender esse luto, sendo que ninguém naquele momento tinha falecido, pois não era um luto porque alguém tinha partido. Mas era um sentimento de perda. Perda da pessoa que eu achava que seria, da vida que teria e de todos aqueles sonhos juvenis que sonhamos quando so...