Traducao: Ocasionalmente, chore profundamente pela vida que você esperava ter. Lamente as perdas. Depois, lave o rosto. Confie em Deus e abrace a vida que você tem.-Jhon Piper Nesses meus poucos anos sendo adulta (ainda estou chegando aos 30 bem nova, eu sei), comecei a perceber e a vivenciar um sentimento que demorou para que eu conseguisse entender, para então poder descrever. E, há alguns meses, ele me visitou de novo, de forma mais intensa. Me encontrou em um momento em que eu tinha mais tempo para refletir, ponderar e até para escrever. Demorou para que eu percebesse que esse sentimento era muito parecido com o luto, mas depois eu entendi que não era só parecido: era ele mesmo. Sendo assim, de início foi meio complexo entender esse luto, sendo que ninguém naquele momento tinha falecido, pois não era um luto porque alguém tinha partido. Mas era um sentimento de perda. Perda da pessoa que eu achava que seria, da vida que teria e de todos aqueles sonhos juvenis que sonhamos quando so...
Em um dos textos anteriores relatei minha experiência longe das redes sociais e toda a questão do silêncio. Desde então, tenho buscado cultivar e refletir sobre isso de forma mais intencional e com mais tempo também. Como falei naquele texto, comecei a perceber o quanto, em todos os espaços de silêncio em que eu me encontrava, acabava logo preenchendo-os com música, podcasts e afins. E o ponto aqui não é problematizar essas coisas, pois elas em si não são necessariamente ruins, mas sim a forma como lidamos com elas — como acontece com tudo na vida. Entendendo isso e querendo gerenciar melhor o silêncio, comecei a inserir propositalmente esses espaços na minha rotina. Ao invés de ir logo para a música, o vídeo ou o podcast, passei a sentar um pouco em silêncio — seja no meu momento de oração e leitura da Palavra, seja ao longo do dia. Desde que comecei a encarar e abraçar o silêncio, tenho aprendido algumas coisas (e foi assim que surgiu a ideia deste texto). A primeira delas foi entend...