Não quero soar como um disco riscado ao falar sobre terapia, mas não tem jeito: muitas das minhas reflexões recentes têm surgido por causa dela. É lá que muitos pensamentos se organizam e encontram sentido — e com o assunto do texto de hoje não é diferente. No texto anterior, escrevi sobre minha experiência estando fora das redes sociais, sobre a questão do silêncio e o quanto ele faz bem para nos percebermos e diminuirmos a quantidade de estímulos externos que recebemos. E, ao viver isso na prática, me vi ponderando e engajando muitas reflexões — o que, na minha vida e para a minha pessoa, não é novidade. Sendo assim, unindo o silêncio e o tempo livre, acabei tendo muita oportunidade de refletir e ponderar sobre muitas coisas, ainda mais do que o normal. E me vi em um ciclo infinito de levantar questões profundas sem ter respostas para tamanhos questionamentos — nem sequer de forma mínima. Foi em uma sessão de terapia que uma fala da minha psicóloga me atravessou: “Nem todo pensam...
Desde que o ano começou, decidi ficar um tempo fora das redes sociais. Na verdade, desde o ano passado venho tentando ser um pouco mais consciente sobre o meu uso das redes, e a principal razão para isso foi perceber quanto tempo eu gastava nelas — principalmente no Instagram — fazendo vários nadas, basicamente vendo memes, a cada minutinho livre ao longo do dia. Pensando nisso e estudando um pouco sobre como funcionam o algoritmo das redes sociais e a neurociência, foi uma decisão relativamente simples: ficar um tempo longe, quase como se eu estivesse fazendo um experimento comigo mesma. E os resultados vêm me surpreendendo de forma muito positiva. Primeiro, comecei a perceber o que me levava a gastar tanto tempo rolando o feed (nem são tantas horas assim, mas mais de duas por dia já acho um pouco preocupante se você não trabalha com isso). Entendi que o tédio me levava a esse ciclo: eu gastava um tempo considerável ali e depois me sentia mal por isso, por saber o quanto isso faz mal ...