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Mostrando postagens de 2026

Um tipo diferente de luto

Traducao: Ocasionalmente, chore profundamente pela vida que você esperava ter. Lamente as perdas. Depois, lave o rosto. Confie em Deus e abrace a vida que você tem.-Jhon Piper Nesses meus poucos anos sendo adulta (ainda estou chegando aos 30 bem nova, eu sei), comecei a perceber e a vivenciar um sentimento que demorou para que eu conseguisse entender, para então poder descrever. E, há alguns meses, ele me visitou de novo, de forma mais intensa. Me encontrou em um momento em que eu tinha mais tempo para refletir, ponderar e até para escrever. Demorou para que eu percebesse que esse sentimento era muito parecido com o luto, mas depois eu entendi que não era só parecido: era ele mesmo. Sendo assim, de início foi meio complexo entender esse luto, sendo que ninguém naquele momento tinha falecido, pois não era um luto porque alguém tinha partido. Mas era um sentimento de perda. Perda da pessoa que eu achava que seria, da vida que teria e de todos aqueles sonhos juvenis que sonhamos quando so...

Cultivando o silencio

Em um dos textos anteriores relatei minha experiência longe das redes sociais e toda a questão do silêncio. Desde então, tenho buscado cultivar e refletir sobre isso de forma mais intencional e com mais tempo também. Como falei naquele texto, comecei a perceber o quanto, em todos os espaços de silêncio em que eu me encontrava, acabava logo preenchendo-os com música, podcasts e afins. E o ponto aqui não é problematizar essas coisas, pois elas em si não são necessariamente ruins, mas sim a forma como lidamos com elas — como acontece com tudo na vida. Entendendo isso e querendo gerenciar melhor o silêncio, comecei a inserir propositalmente esses espaços na minha rotina. Ao invés de ir logo para a música, o vídeo ou o podcast, passei a sentar um pouco em silêncio — seja no meu momento de oração e leitura da Palavra, seja ao longo do dia. Desde que comecei a encarar e abraçar o silêncio, tenho aprendido algumas coisas (e foi assim que surgiu a ideia deste texto). A primeira delas foi entend...

Quando o muito refletir se torna enfado

Não quero soar como um disco riscado ao falar sobre terapia, mas não tem jeito: muitas das minhas reflexões recentes têm surgido por causa dela. É lá que muitos pensamentos se organizam e encontram sentido — e com o assunto do texto de hoje não é diferente. No texto anterior, escrevi sobre minha experiência estando fora das redes sociais, sobre a questão do silêncio e o quanto ele faz bem para nos percebermos e diminuirmos a quantidade de estímulos externos que recebemos. E, ao viver isso na prática, me vi ponderando e engajando muitas reflexões — o que, na minha vida e para a minha pessoa, não é novidade. Sendo assim, unindo o silêncio e o tempo livre, acabei tendo muita oportunidade de refletir e ponderar sobre muitas coisas, ainda mais do que o normal. E me vi em um ciclo infinito de levantar questões profundas sem ter respostas para tamanhos questionamentos — nem sequer de forma mínima. Foi em uma sessão de terapia que uma fala da minha psicóloga me atravessou: “Nem todo pensam...

Ficar fora das redes sociais- um relato

Desde que o ano começou, decidi ficar um tempo fora das redes sociais. Na verdade, desde o ano passado venho tentando ser um pouco mais consciente sobre o meu uso das redes, e a principal razão para isso foi perceber quanto tempo eu gastava nelas — principalmente no Instagram — fazendo vários nadas, basicamente vendo memes, a cada minutinho livre ao longo do dia. Pensando nisso e estudando um pouco sobre como funcionam o algoritmo das redes sociais e a neurociência, foi uma decisão relativamente simples: ficar um tempo longe, quase como se eu estivesse fazendo um experimento comigo mesma. E os resultados vêm me surpreendendo de forma muito positiva. Primeiro, comecei a perceber o que me levava a gastar tanto tempo rolando o feed (nem são tantas horas assim, mas mais de duas por dia já acho um pouco preocupante se você não trabalha com isso). Entendi que o tédio me levava a esse ciclo: eu gastava um tempo considerável ali e depois me sentia mal por isso, por saber o quanto isso faz mal ...