O meu processo de ter mudado de país, estar aprendendo (de verdade, indo pra aula e tudo) minha terceira língua, tem sido mais difícil do que eu estava percebendo, pois saber que seria difícil eu até sabia, conseguia imaginar. Agora, estando aqui, vivendo o dia a dia, acabei ficando ocupada demais para perceber que meu corpo e emocional estavam (e estão) sob uma pressão muito grande.
E, falando em pressão, ela faz as pessoas agirem de forma muito distinta; para algumas, chega até a ser uma coisa positiva, impulsionando-as, enquanto que, para outras, o efeito é o contrário. Me encontro no meio, percebo que, em alguns momentos, sinto-me impulsionada, mas, já em outros dias e semanas, paralisada e cansada.
Em consequência desse processo, acabei percebendo estar em uma fragilidade emocional quase que melancólica e entendo um certo tipo de vulnerabilidade também. E esta, assim como a pressão, também se revela de formas diferentes para cada pessoa, e foi aí que entendi "haverem" dois tipos de vulnerabilidade: a que gera palco e a que convida para perto; essa última, quase que como um convite que diz: isso aqui sou eu, no meu mais sincero eu, você quer ficar?
Já a vulnerabilidade que gera palco é a que está na moda, que é mais um tópico nas redes sociais, que fala sobre os assuntos em "alta", fazendo parecer que a pessoa que o faz, que fala sobre transtornos psicológicos, traumas, narcisismo, é um ser evoluído, emocionalmente inteligente, a famosa "gente como a gente". E pode até ser que seja mesmo, mas isso não é ser vulnerável, é quase que ser um ator: falar de assuntos sensíveis para ganho próprio. Uma completa performance.
O segundo tipo (e o único que existe, por ser o real) não tem como performar, pois não há roteiro; ela simplesmente acontece. E, quando não seguramos mais o choro, é deixar as pessoas nos verem tais quais somos diante de emoções negativas, de um fracasso, de uma notícia ruim, de um momento não tão favorável para nós. Essa vulnerabilidade é a que convida pra junto, para perto. A que estreita relacionamentos.
Acredito que, ao longo de nossas vidas, muitos serão os momentos em que nos encontraremos frágeis, vulneráveis, e que bom que seja assim, pois isso só prova o quanto somos humanos e não máquinas. É nesses momentos que aprendemos a pedir àqueles que convivem conosco um pouco mais de paciência e cuidado. É assim também que entendemos quando precisamos parar, desacelerar e respeitar nossos limites.
Sendo franca, ainda estou tentando fazer com que tudo isso tenha um sentido prático em minha vida, quando me deparo com meus próprios limites, tentando respeitá-los. Espero que esse texto te ajude a refletir se você se encontra em um momento de vulnerabilidade ou pressão, e que tenha feito sentido também. Vamos juntos!
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