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O que acontece depois do sim?

             Como alguém que espera já ouvi alguns nãos ao longo do caminho. Alguns que doeram a alma, outros que foram até ok. E outros que me fizeram duvidar das coisas boas que me aconteciam, como se um medo bastante familiar sempre aparecesse na esquina. Fazendo-me aproveitar pouco os momentos de verdadeira felicidade e contentamento.        E aqui estou eu questionando o que acontece depois do sim após ter recebido um, uma porta que esperei tanto se abrir e que até chorei cansada de bater e parecer que não tinha ninguém do outro lado, e finalmente ouve resposta. Tinha sim alguém do outro lado! Eu ainda não sei tudo sobre o que acontece depois do sim, só sei que a espera não acaba por causa dele. Pois ainda estou esperando.        Embora a espera não seja mais a mesma, não é como um passo no escuro, uma batida numa porta sem saber se há alguém em casa, é um espera que está no caminho. É como li uma vez "O que...

Nós não estamos por nossa conta, Bruno

         Obs: Vou deixar o link da música a que me refiro, e se você puder ouça-a, leia a tradução e leia o texto. Vai fazer mais sentido assim:  https://www.letras.mus.br/bruno-major/on-our-own/traducao.html            Eu sei que você nunca vai ler esse texto, até porque você fala inglês e o texto é em português. Mas vou usar seu nome, Bruno, para ser mais como uma conversa para aqueles que lerão esse texto. Eu gosto muito das suas músicas, demais, você é muito talentoso, sua voz é tão bonita e são letras tão belas, eu nunca vi o seu rosto mas acredito que você seja um cara bem bonito, porque alguém que escreve coisas assim, tem uma alma grande.         Mas nós discordamos em um ponto, você tem uma música tão bonita, a "On our own" (por nossa conta) em que você conversa com sua mãe dizendo que perdeu sua fé, e ela te diz que o Senhor tem a ajudado com todo luto após perder sua vó. E é tão linda e trist...

Low profile e a insignificância

       Tem me dado uma certa sensação de satisfação olhar para os meus arquivos no instagram e perceber o quanto tenho postado pouco. Porque de verdade sinto que estou vivendo mais. Na íntegra, não deixando de aproveitar o rolê, a companhia ou a boa comida, para tirar foto. Acho vantajoso ser meio low profile (termo em inglês que significa discreto ou alguém que não é muito ligado as redes sociais).       Entenda, não quero ficar aqui criticando a internet naquelas frases que parecem saídas de um para-choque de caminhão. É só que estava pensando numa coisa que me ocorre vez ou outra, a sensação de me sentir meio insignificante. Não que eu queira ser famosa ou sei lá, é só que com o tanto de postagens e engajamentos, mais um influencer descoberto, contas famosas, me fazem sentir meio assim, que não importo. Que não há o que registrar ou compartilhar. Talvez seja ansiedade dos tempos modernos. Depois do advento da internet a vida anda mais rápida, p...

Uma fé firme, René Descartes e páscoa

       Sempre acho muito lindo quando ouço alguém dizer de outro alguém “Ah, fulano é um homem/mulher de fé” e pensei bastante sobre isso essa última semana. Porque eu quero ser alguém que possa ser considerada uma mulher de fé, que quando pensarem em mim possam logo se remeter á uma fé bonita e firme, que é admirável. Que é o primeiro traço importante, o comentário indispensável sobre. Mais do que ser legal e inteligente, quero ser uma mulher de fé.    Talvez tenha gastado tempo demais pensando nisso porque me questionei sobre o porquê creio no que creio, porquê faço o que faço e vivo como vivo. Sabe quando você precisa de consciência? Quando você sonda seu coração e tem mais consciência sobre as coisas? Pois é. Foi algo assim. E parei para refletir sério nisso. Até chorei. Porque eu quero crer. Porque não há como viver essa vida aqui sem crer em alguma coisa. Me recuso a acreditar que estou viva por razão nenhuma e que um dia virarei poeira cósmica...

Disciplina, relacionamento e construção

 Existe um paradoxo que vive voltando pra mim. Ou melhor, em que me vejo nesse lugar "entre" um ponto e outro. E os pontos são: a minha parte no meu relacionamento com o Senhor, a disciplina espiritual e o pecado do legalismo. Preciso sempre me lembrar que para qualquer relacionamento existir não pode ser somente uma pessoa a se relacionar.  E não é diferente no nosso relacionamento com o Senhor. Sempre lembro a mim mesma que eu não posso achar que estou me relacionando com Ele sozinha, que sou só eu fazendo o esforço, investindo tempo, não medindo esforços, gastando minha vida aqui nesse lugar, que não é físico, que não é só um momento, mas uma vida de devocional, uma vida em devoção a Deus. E isso não pode ser construído de um dia para o outro. Somente com minhas mão falhas e corruptas, porque o primeiro esforço foi o Senhor quem fez, e hoje eu só respondo a algo que Ele primeiro fez. Como posso achar que sou eu quem vou buscá-lo? Quando foi Ele quem veio e me resgatou?...

Como alguém que espera

  (Deus está trabalhando no pior dos tempos. Ele está trabalhando  e fazendo milhares de coisas que ninguém vê exceto Ele.) Eu ainda não sei esperar, e é por isso que ainda estou esperando. A vida é uma coletânea de esperas. Esperamos na fila, esperamos a água ferver para passar o café, esperamos o despertador tocar, esperamos aquela ligação, mensagem ou e-mail. Esperamos a grande oportunidade da nossa vida. Esperamos o bolo assar e a tempestade passar. Estamos todos esperando por algo ou por alguém. E como crentes, esperamos a redenção de todas as coisas com a volta do nosso Salvador.  Mas ainda assim dói esperar. É difícil. Cheguei a pensar que fosse um castigo. E olha que já esperei antes. E vi as coisas acontecerem. Esperei a faculdade terminar, esperei pra ver Deus dar uma casa aos meus pais, uma cirurgia que precisei fazer, esperei pra estar na missão integral. E todas essas esperas foram duras e difíceis, mas provei do que vinha depois. Entendi que foi necessário...

Botas e uma ironia divertida

       Comprei essas botas em 2018/2019 quando planejava ir pra os Estados Unidos, comprei outras coisas também. Elas foram até Curitiba comigo. Mas não chegaram aos EUA como havia planejado. Acabou que não  deu certo. Me conformei sabendo que não era para ser.  E não era mesmo. Olhando para elas em meus pés caminhando sob o centro de Curitiba, no Paraná, no Sul do Brasil pensei em como a gente planeja tantas coisas para nossas vidas, e como muitas coisas que nem sequer passavam pela nossa cabeça, acabam acontecendo. É uma ironia divertida e muito boa também. Que sem graça seria acontecer tudo exatamente como planejamos.        Apego-me a esse sentimento bom de ser uma turista numa cidade ainda no Brasil, tão linda e tão fria, feliz por saber que estou exatamente onde  deveria. Não por merecimento, muito pelo contrário. É puro plano Divino.         Que voltas que a vida dá. Quão bom é estar viva. Que bom é v...