Pular para o conteúdo principal

Estabilidade espiritual

Algo que muitos outros jovens como eu me perguntam é: Como consigo permanecer em Jesus tanto tempo? Como consigo ser forte e estável na igreja e nas coisas de Deus? Eu sempre respondo que a resposta é um relacionamento de sincera intimidade com Jesus.
Quando comecei a conhecer Jesus intimamente dentro do meu quarto, em secreto, eu mude muito, minha forma de pensar, agir, falar, entender de mim mesma e da vida. E esse relacionamento foi progredindo, fui aprendendo novas coisas com O Senhor e me deliciando com a sua presença. Não queria saber de outras coisas, tudo o que antes para mim era prazeroso deixou de ser, e assim as coisas do mundo e aquilo que todo mundo tinha dificuldade, passou a não ser tão difícil assim.
Não que eu esteja afirmando que seja fácil e tranquilo renunciar muitas coisas, ou que é simples e tudo acontece de imediato. Por que eu sei que não é, é uma luta literal, como a própria palavra diz. Mas acaba se tornando não tão difícil por que você ama a Deus, e quando Você ama alguém você faz aquilo que agrada e isso não se torna um fardo pesado. É leve. É isso o que significa tomar o fardo de Jesus, que é suave e leve. Não sou mais forte e nem melhor do que ninguém sou fraca e sujeita as mesmas coisas que os outros jovens da minha idade passam e enfrentam. É uma questão de escolha. Toda vez que o pecado bate a minha porta e eu me vejo cedendo para algo que já tinha abandonado, eu corro para a cruz, eu corro para Jesus e assim eu vou prosseguindo. Quando a gente se dá conta, já avançamos e conseguimos passar por coisas que jamais imaginaríamos que conseguiríamos.
Vi muitas pessoas próximas a mim mudando, cedendo, abrindo mão de Jesus e das coisas do Reino, e não digo isso como uma acusação ou juízo contra essas pessoas. Mas com um olhar de que poderia ser eu ali naquela situação. Eu me conheço, sei que não há nada de bom em mim. E se há algo de bom, com toda certeza é Deus sendo a esperança da glória em mim. E ver isso acontecer bem próximo de mim fez nascer um medo: de me perder de Jesus.
Entendo que sinceramente não é medo de me perder de Jesus, porque eu sei que Ele sempre vai estar aqui comigo. O medo é de mim mesma, porque eu sei que eu sou ruim, o meu corpo e a minha carne anseiam pelo pecado. É aquilo que a palavra diz: o bem que eu quero fazer não faço, e o mal que eu não quero acabo cometendo. Quem me livrará do corpo dessa morte?
Jesus é quem nos livra do corpo dessa morte, o pecado. Ele morreu para que fôssemos justificados. E justificados pela fé no filho de Deus que morreu por nós.
A luta continua todos os dias para vencermos o pecado, mas com Ele ao nosso lado, a vitória já é garantida!

Fique firme!

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Um relato sobre o câncer- Por Sueli Martins (minha mãe)

“Até aqui nos ajudou o Senhor. Grandes coisas fez por nós e por isso estamos alegres.” - Salmos 126:3 Há exatamente um ano, descobri um nódulo na mama esquerda enquanto tomava banho. Fiz alguns exames e infelizmente veio o resultado: Era mesmo câncer, um nódulo de 2,2 cm estava apontando em meu corpo. Quando você recebe um diagnóstico desses é como se recebesse uma sentença de morte, em um primeiro momento. Só que   na realidade não é bem assim. Com a medicina avançada e avançando dia a dia, existem várias maneiras de se combater essa triste doença. Fiz outra bateria de exames, dessa vez mais específicos, que constataram o tipo de tumor e qual seria o tratamento. Começando assim uma longa batalha em minha vida. Meu nome foi para um fila de regulação do SUS, sim, fiz o tratamento todo pela rede pública. Tive de esperar algum tempo. Confesso que essa espera me deixou angustiada, ansiosa a ter que ainda ser chamada para dar início ao tratamento. Sem uma data marcad...

Me casei, e agora?

Até os meus 19 anos, casar era um sonho muito grande no meu coração. Não diria que era o maior sonho da minha vida, já que morar fora ocupava o primeiro lugar dessa lista. Assim como muitas meninas jovens, sempre gostei de livros e filmes românticos — li e assisti a muitos — e fui bastante influenciada por essa ideia hollywoodiana sobre o amor. Após os meus 19 anos e minha primeira desilusão amorosa (gostar de alguém que não correspondeu aos meus sentimentos), passei a dizer que me casaria com um gringo de olhos azuis. Não sei bem de onde tirei essa ideia ou essa possibilidade, já que morava no Brasil e não tinha nenhuma condição financeira de fazer intercâmbio nem nada parecido. Hoje, olhando para trás, penso que foi uma forma do meu coração se proteger de outra rejeição — desejando algo tão distante e improvável, as chances de me ferir eram mínimas. Então, passei a nutrir esse sonho, ou melhor, essa ideia, no coração. Ao longo dos anos, fui bastante confrontada por pessoas próximas...

Setembro: a humildade dos pequenos começos e o curso de alemão

Setembro mal começou e já tem sido um mês de muitos aprendizados e muita adaptação por aqui. Depois que me mudei de Belfast para a Alemanha, muita coisa vem acontecendo: muitas adaptações e novos começos, como falei um pouco no texto de agosto. Rolando pelo Pinterest um dia, vi uma citação com tom humorístico sobre o quanto, às vezes, a gente já quer ser muito bom em algo que acabou de começar, e pude me identificar com isso ainda mais nesse momento presente, fazendo um curso de alemão. Minha ideia ao chegar aqui foi ter alguma coisa para fazer, e voltar a estudar me pareceu uma boa forma de tentar receber algumas sugestões e dicas úteis de como poderia dar continuidade ao aprendizado dessa língua tão difícil e cheia de estigmas. Mas, preciso dizer: não tem sido fácil. Primeiro, porque o percurso até a escola é bem longo todos os dias, é preciso acordar super cedo e lidar com toda a complexidade que é aprender um novo idioma. Eu diria que essa é uma das experiências que mais tem me co...